Termo de uso para posto para recarga de elétricos no Aterro é revogado pela Prefeitura após denúncia de derrubada de árvores
Obra de posto de carro elétrico no Aterro do Flamengo é embargada O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, anunciou nesta quarta-feira (17) que revogou o termo d...
Obra de posto de carro elétrico no Aterro do Flamengo é embargada O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, anunciou nesta quarta-feira (17) que revogou o termo de uso para um posto de recarga de carros elétricos e um showroom que funcionariam no Aterro do Flamengo, na Zona Sul do Rio. A obra para a instalação do posto vinha causando uma série de reclamações de moradores pela derrubada de árvores. A obra ocorre em um terrno onde funcionou um posto de gasolina, que seria ocupado por uma empresa chinesa de carros elétricos que montará ali pontos de recarga de baterias, além de um showroom para comercialização desse tipo de automóveis. Segundo Cavaliere, a área fica fora da área de tombamento do parque do Aterro do Flamengo. "De qualquer forma não vai ter nada ali que não tinha sido consolidado nos últimos 25 anos", disse Cavaliere. Ele afirma que abriu um novo processo para que seja selecionado um eletroposto no local, mas sem o showrooom. I g1 entrou em contato com a GWM no Brasil, empresa responsável pela obra, mas não obteve retorno. A Polícia Civil do Rio informou durante a semana que iria investigar se a obra estava sendo feita de modo irregular. Segundo a corporação, a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) irá ao local para averiguar as denúncias de moradores e ambientalistas. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça “O ponto central é que a área em questão integra um bem tombado: o Aterro do Flamengo, que também é reconhecido como patrimônio mundial. Há também críticas à forma como a obra vem sendo conduzida, com intervenções ocorrendo aos finais de semana em que há menor fiscalização, o que levanta questionamentos sobre transparência”, afirma Regina Chiaradia, presidente da Associação de Moradores de Botafogo. “Eles cercaram tudo no fim de semana e a toque de caixa estão derrubando tudo”, conclui ela. Um despacho da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano, de 14 de maio do ano passado, indicava que a área objeto do Termo de Concessão de Uso possui 2,6 mil m². Um ativista relembra que a região é também reconhecida internacionalmente como Patrimônio Mundial da Unesco. “A obra, apresentada como ‘exposição’, na prática prevê a construção de um prédio de grande porte, com cerca de 750 metros quadrados, dois andares e terraço, além de áreas de manobra. O projeto incluiria estrutura envidraçada e impactaria diretamente a paisagem do parque. Há relatos também de remoção de árvores na área, o que agrava a preocupação ambiental”, afirma o jornalista Leonel Kaz. Obra de posto de carro elétrico no Aterro do Flamengo é embargada após moradores denunciarem derrubada de árvores Rafael Nascimento/g1 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop. Na tarde de segunda-feira, após questionamentos do g1, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento embargou a obra por falta de licenciamento ambiental. “Não está liberada para fazer a obra porque não tem licenciamento ambiental e outros. Por isso, será embargado”, disse uma funcionária da pasta ao chegar no local. Procurada, a prefeitura disse que “o projeto autorizado para o canteiro central do Aterro do Flamengo, na altura da Praia de Botafogo, consiste na instalação eletroposto com três pontos duplos de recarga de veículos, resultado de licitação pública realizada em 2024”. A prefeitura disse ainda na ocasião que a área onde a construção estava sendo feita já foi ocupada anteriormente por um posto de combustíveis. “O projeto prevê uma construção com altura máxima de 6,21 metros, inferior à da instalação anteriormente existente no local. Não há previsão de supressão de vegetação”, afirma o posicionamento. “A implantação do empreendimento observará integralmente a legislação urbanística, ambiental e patrimonial aplicável, incluindo as exigências dos órgãos responsáveis pela proteção do patrimônio cultural e paisagístico”, conclui a nota.